Uma revisão das evidências nutricionais mais recentes sobre a carne suína mostra que, desmitificando algumas crenças populares, seus perfis de gordura e proteína a aproximam dos cortes magros recomendados em guias alimentares. Especialistas destacam o lugar que pode ocupar em dietas equilibradas.
A carne suína foi historicamente associada a produtos gordurosos e de menor valor nutricional. No entanto, as mudanças na genética animal, na alimentação e no processamento modificaram substancialmente o perfil do produto final.
As evidências recentes permitem revisar esses preconceitos e situar o porco entre as carnes magras recomendadas.
Segundo nutricionistas consultados, os cortes magros de porco apresentam teores de gordura comparáveis aos do frango e fornecem proteínas de alto valor biológico. Também se destacam aportes de vitaminas do grupo B e minerais como zinco e ferro.
O estudo ressalta a importância de escolher cortes frescos e evitar produtos ultraprocessados onde sim se concentra o excesso de sódio e gordura.
As evidências abrem uma oportunidade para reposicionar a carne suína nas recomendações nutricionais e nas comunicações do setor. Para os produtores integrados, poderia se traduzir em campanhas de promoção mais efetivas.
No plano regulatório, poderia facilitar a inclusão do porco em programas de alimentação saudável e em compras públicas.