A recente decisão comercial dos Estados Unidos introduziu modificações tarifárias que afetam o fluxo de produtos agrícolas, com impacto imediato sobre exportadores sul-americanos. Analistas coincidem que a medida responde mais a uma lógica de negociação bilateral do que a uma estratégia setorial integral.
O uso de tarifas como ferramenta de negociação bilateral voltou a se instalar como eixo da política comercial norte-americana. As últimas medidas afetam vários produtos agrícolas-chave, com efeitos diretos sobre exportadores da América Latina.
A imprevisibilidade das decisões complica o planejamento de embarques e contratos de médio prazo.
A nova rodada de tarifas inclui aumentos temporários para alguns produtos e exceções pontuais para outros, em função de acordos bilaterais específicos. O alcance exato varia segundo país de origem e categoria tarifária.
As medidas foram comunicadas com prazos de implementação muito curtos, o que gerou reação imediata das câmaras exportadoras.
Para os exportadores agrícolas sul-americanos, a medida obriga a diversificar ainda mais os destinos e a reforçar os acordos com a Ásia e a Europa. Também poderia acelerar a revisão de contratos em curso e a busca de cobertura de preços.
No médio prazo, o risco é uma reconfiguração permanente dos fluxos comerciais globais com impacto sobre os preços.