A Corteva Agriscience apresenta o Elevore, herbicida baseado na tecnologia Arylex (halauxifeno-metila), com um sítio de ação inovador entre os auxínicos. Controla buva, soja guaxa, amendoim guaxo e gramíneas, inclusive populações resistentes a ALS e glifosato, sem gerar carryover.
Diante de um ano desafiador em termos climáticos, a corrida contra as plantas daninhas exige trabalho em tempo e métodos eficazes. O crescimento das populações resistentes obriga a avaliar os mecanismos de controle para não comprar um problema para o futuro, sem descuidar da proteção da lavoura.
Nessa disputa entram a buva, a soja guaxa, o amendoim guaxo e as gramíneas, que podem complicar o pousio. Por isso, além de definir o que controlar, é preciso avaliar como os produtos se combinam e quanto tempo deve passar entre a aplicação e a entrada da semeadora.
Diante desse cenário, e na porta de entrada de uma safra de verão promissora, a Corteva Agriscience propõe seu herbicida Elevore, uma ferramenta que já está há alguns anos no mercado argentino e se sustenta por sua eficácia. “A exclusividade do Elevore está em ser uma ferramenta estratégica e muito sólida para o manejo de resistências”, explicou o engenheiro agrônomo Rafael Frene, líder em proteção de cultivos da Corteva.
Para esse desenvolvimento, a empresa escolheu a tecnologia do grupo dos auxínicos ou hormonais, entre os herbicidas sintéticos mais antigos, mas com uma particularidade: “Uma inovação em seu sítio de ação, que é diferente de todo o restante dos herbicidas hormonais disponíveis no mercado”, explicou Frene.
Seu nome técnico é Arylex e seu ingrediente ativo é halauxifeno-metila, mas o mais importante é o que se observa no talhão. O Elevore, apontam na Corteva, caracteriza-se por “seu excelente desempenho” no controle da buva (Conyza sumatrensis), inclusive nas populações dessa planta daninha resistentes aos herbicidas ALS e ao glifosato. Sua atividade não varia entre aplicações de pousio longo, intermediário e curto.
Para esse controle, a empresa também apresenta uma combinação de seu herbicida com glifosato e óleo metilado de soja. O detalhe do tratamento, avaliado nos ensaios, é “Panzer Gold 2 l + Elevore 120 cc/ha + óleo metilado de soja 1% v/v. 50 DDA (50 dias após a aplicação)”.
Além disso, o Elevore se destaca por “sua grande eficácia” no controle da soja guaxa, tanto das tecnologias RR – resistentes ao glifosato – como Enlist. E se mostra eficaz para o amendoim guaxo, uma planta daninha difícil de controlar por sua latência e sua germinação escalonada, que geralmente exige altas doses de glifosato no talhão.
Do ponto de vista do manejo, esse herbicida se caracteriza por não ter efeito “carryover”, graças à rápida degradação no solo. “É um aspecto que permite deixar o talhão aberto à rotação que o produtor decida seguir, podendo fazer aplicações até três a cinco dias antes da semeadura da soja e até zero dias antes da semeadura de milho ou girassol”, apontou o agrônomo.
Diferentemente do que ocorre com o 2,4 D, neste caso o Elevore se dá bem com todos. Fundamentalmente, a vantagem é que é compatível com os graminicidas haloxifope e cletodim, fundamentais para o controle de gramíneas resistentes no pousio, sobretudo quando estão associadas a plantas daninhas como buva ou azevém.
“O Elevore não interfere na atividade do haloxifope nem do cletodim, e oferece uma excelente compatibilidade tanto metabólica quanto de tanque, o que permite, em uma única aplicação, atacar de forma simultânea as duas problemáticas, tanto buva como gramíneas”, explicaram na empresa.
A aposta, em definitivo, é somar mais uma carta para quando as plantas daninhas complicam os controles de sempre. Para Frene, essa possibilidade de ampliar as ferramentas disponíveis é um dos principais pontos a favor do produto, que ele define como “um herbicida-chave para o manejo das resistências”, mas também com pontos verdes do lado das exigências para a produção e dos custos.
“Todas essas características fazem do Elevore uma solução inovadora de última geração entre os auxínicos, com muito bom perfil ambiental, sendo eficaz com quantidade muito baixa de ingrediente ativo, não volátil e de rápida degradação no solo”, explicou o especialista.
A outra vantagem, segundo Frene, aparece quando alguns herbicidas hormonais deixam de controlar determinadas plantas daninhas. Por suas características, o Elevore poderia continuar sendo uma alternativa diante dessas populações resistentes.