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Empresa é multada em Salto por descartar bidões de agroquímicos e a multa é destinada a uma escola agropecuária

Em Gahan, em Salto, uma empresa foi identificada por câmeras de segurança depois de descartar bidões de agroquímicos em um espaço verde. Receberá uma multa de um milhão e meio de pesos destinada à Escuela Agropecuaria de Gahan para comprar mourões e acondicionar seu ginásio.

Como foi identificada a empresa que descartou embalagens de agroquímicos e que melhorias a multa vai financiar na Escuela Agropecuaria de Gahan?

Em Gahan, localidade do município de Salto, no norte da província de Buenos Aires, uma empresa foi identificada por câmeras de segurança como responsável por descartar vários bidões de agroquímicos em um espaço verde da cidade, quando a norma obriga que sejam enviados a um Centro de Armazenamento Transitório (CAT). O fato soma um novo caso a uma longa lista que demonstra que nem todos respeitam a gestão adequada dessas embalagens.

O secretário-geral de Governo de Salto, Camilo Alessandro, anunciou que a empresa receberá uma multa de um milhão e meio de pesos. “Vamos transformar uma má notícia em algo bom”, declarou em suas redes sociais.

O destino da multa

“Serão destinados pura e exclusivamente aos alunos e ao entorno educativo da Escuela Agropecuaria de Gahan”, afirmou Alessandro. A escola secundária, localizada no acesso à localidade, na rodovia 31, recebe alunos de toda a região e dá ênfase especial à atividade pecuária.

Segundo informaram da instituição, os recursos serão usados para adquirir mourões para a montagem dos currais e para acondicionar o ginásio. Assim, os futuros técnicos agropecuários poderão ver de perto o que significa cumprir uma norma ambiental.

Um antecedente recente

Sobre o responsável, o secretário municipal limitou-se a indicar que foi uma empresa e afirmou que se trata de uma prática que não é comum na região. Vale lembrar que em março, também em Gahan, houve um importante episódio de queima de embalagens de agroquímicos.

“A maioria dos produtores tem boas práticas agrícolas. Não estamos acostumados com isso, mas quando acontece, o Estado tem que estar presente para tomar uma decisão e condenar as más ações com responsabilidade”, concluiu Alessandro.