O setor de bovinos leiteiros espera crescimento de 1,8% no ano, com consumo de 6,8 milhões de toneladas. Foto: Canva
O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) prevê que o país pode aumentar sua produção em 2,3% e chegar a 86 milhões de toneladas de rações e concentrados em 2024.
“A perspectiva anual antecipa diferenças significativas, a exemplo do aumento notável em ração para galinhas poedeiras, gado de corte e aquicultura, em contraste com uma expectativa mais moderada em relação à ração para gado leiteiro e suínos”, observa Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações.
Esse volume demanda cerca de 55 milhões de toneladas de milho e mais de 18 milhões de toneladas de farelo de soja, além de 540.000 toneladas de pré-misturas compostas de vitaminas, minerais e outros aditivos que aumentam a produtividade da pecuária brasileira.
Primeiro semestre
A indústria brasileira produziu 42 milhões de toneladas de ração e concentrados no primeiro semestre de 2024, 1,4% a mais que no mesmo período do ano passado.
A Pesquisa Nacional de Abate revelou diferenças significativas no primeiro semestre de 2024, como um aumento de 8% na produção de ovos, um aumento de 0,3% no peso das carcaças suínas, um aumento de 20,8% no peso das carcaças bovinas e um aumento de 2,1% na aquisição de leite.
Além disso, o custo da ração para frangos de corte e suínos caiu mais de 20% no primeiro semestre de 2024 em comparação ao mesmo período de 2023, principalmente devido a uma redução de mais de 15% nos preços do milho.
No entanto, a valorização de 8,5% do dólar americano impactou o custo dos insumos importados.
Performance by Sector (forecast 2022 to 2024)